Greve dos Professores da Rede Pública Estadual
Data de Publicação: 6 de julho de 2007

Os trabalhadores em educação pública do Maranhão manterão a greve geral da categoria, por tempo indeterminado. Essa foi a decisão tomada hoje (dia 6) pela manhã, no ginásio no Cegel (Complexo Educacional Edson Lobão), durante assembléia geral convocada pelo SINPROESEMMA (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão).
A assembléia também aprovou a realização de um ato público segunda-feira (9) à tarde no Centro de Convenções de São Luís (ao lado do Multicenter Sebrae), durante seminário internacional em que o governador Jackson Lago vai estar presente.
A decisão demonstra o grau de revolta com a nova política salarial implantada pelo governo do Estado. A categoria não recuou nem mesmo diante da decisão do juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Raimundo Nonato Neris Ferreira, que decretou a greve dos educadores públicos maranhenses ilegal.
O juiz determinou a suspensão da greve, desconto nas remunerações dos professores, para o caso de não retornarem às suas atividades, e multa diária de R$ 50 mil, a ser exigida do SINPROESEMMA se não cumprir a determinação judicial. O pedido de ilegalidade foi feito pelo governo do Estado sob a alegação de “intransigência por parte dos docentes”.
Na avaliação do presidente do SINPROESEMMA, Odair José, a categoria mostrou que está disposta a ir à luta em defesa de seus direitos, ainda que com sacrifício dos próprios salários. “Diante da intransigência do governo e com a disposição da categoria, realizaremos várias ações de impacto”, declarou o sindicalista, que disse que até hoje (dia 6) não foi notificado da decisão judicial. O juiz Raimundo Neris decretou a ilegalidade do movimento paredista, entrou de férias e não assinou a notificação.
BR-135Na quinta-feira (dia 5), os educadores interditaram as duas pistas da BR-135, no Campo de Perizes, logo após o Estreito dos Mosquitos. Foi uma das formas de cobrar do governo do Estado atendimento às reivindicações da categoria, que está em greve há mais de 40 dias. O protesto durou 30 minutos, durante os quais se formou um grande engarrafamento.
Antes do bloqueio da rodovia, o SINPROESEMMA e as entidades dos professores de funcionários da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) realizaram uma manifestação na entrada daquela instituição.
ENFORCAMENTOQuarta-feira, os servidores participaram ontem (dia 4) de uma grande manifestação que começou na praça Deodoro, por volta das 16 horas, seguiu pela rua Rio Branco, avenida Beira-Mar e terminou em frente ao Palácio dos Leões. Ali os mais de 500 manifestantes, “enforcaram” simbolicamente o governador Jackson Lago, que recorreu à Justiça para decretar a ilegalidade da greve.
Fonte: Site Sinproesemma